A Comissão de Educação, Cultura e Esportes realizou audiência pública nesta quarta-feira para debater diversos projetos de leis, entre eles, um que estabelece o ensino obrigatório da língua brasileira de sinais desde a educação infantil até o ensino fundamental como disciplina curricular obrigatória para crianças com deficiência auditiva , em instituições públicas e privadas.
De acordo com o Projeto de Lei 90/2013, do vereador Jair Tatto (PT), os pais desses alunos também poderão ter acesso a essas aulas. Para o coordenador nacional de acessibilidade para surdos, Neivaldo Zovico, é necessário muito debate antes de a matéria ser aprovada. É importante que essa proposta seja muito discutida com a comunidade porque alguns pontos ainda não estão esclarecidos. Precisamos de algo organizado e vários critérios devem ser analisados para contemplar o cargo de professor, disse.
O integrante do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública José Roberto Alves destacou a importância de projetos inclusivos. A inclusão é importante, mas é necessário debater muito para procurar a qualificação das pessoas que farão isso, sinalizou.
Outro projeto discutido durante a audiência pública desta quarta-feira é de autoria do vereador Ari Friedenbach (PPS), que permite que empresas possam adotar creches e escolas. Segundo o assessor do parlamentar Dario Melo, as instituições que ajudarem poderão utilizar o nome das escolas em suas propagandas. O projeto autoriza que o Executivo permita que as empresas possam auxiliar as entidades de maneira formal e, com isso, promover um trabalho social, explicou.
O integrante do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública Alves mostrou-se contrário ao projeto. Não tem necessidade de procurar o privado para apoiar a escola. Isso faz com que algumas instituições sejam segregadas e não permitirá a amplitude que queremos de melhorias no ensino, disse.
(25/09/2013 15h02)