A Comissão Municipal da Verdade divulgou uma nota questionando o relatório preliminar da CNV (Comissão Nacional da Verdade) que concluiu que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek foi acidental. No texto, o colegiado afirma que a CNV legitima as investigações e perícias conduzidas por agentes de Estado, desconsiderando evidências que sugerem tratar-se de um homicídio promovido pelo Regime Militar.
Luiz França / CMSP |
Em relatório divulgado no ano passado, Comissão Municipal da Verdade concluiu que JK foi assassinado |
A CNV menosprezou o relatório da Comissão Municipal e ouviu basicamente policiais que elaboraram as perícias de 1976, como Sérgio Leite e Roberto de Freitas Villarinho, diretor do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro, afirma a nota.
Em seu relatório, divulgado na última terça-feira (22/4), o órgão nacional afirma que não encontrou “qualquer elemento material que, sequer, sugira que o ex-presidente JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, tenham sido assassinados”.
Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, na Via Dutra, quando o carro em que viajava como passageiro perdeu o controle e colidiu contra um caminhão que vinha pelo sentido oposto da rodovia. No ano passado, a comissão municipal investigou o caso e concluiu que se tratou de um atentado promovido pela Ditadura.
A pedido da Comissão Municipal, os dois colegiados farão uma reunião conjunta, ainda sem data marcada, para confrontar seus relatórios.
(24/04/2014 – 12h53)