NAYARA COSTA
DA TV CÂMARA
A Escola do Parlamento, em parceria com a ONG Bê-A-Bá do Cidadão, está promovendo um jogo para debater o sistema democrático. A metodologia desenvolvida trata sobre o tema e foge um pouco da tradicional.
O “Jogo do Poder” colocou os participantes nos papéis de diversos atores sociais, como prefeitos, secretários e líderes comunitários que precisavam solucionar um conflito territorial prezando pelo diálogo e pelos interesses de cada área envolvida.
Cynthia Krahenbuhl, diretora da ONG Bê-A-Bá do Cidadão, diz que o jogo é uma forma de as pessoas vivenciarem o processo democrático.
“Elas vão ver que na realidade é uma coisa um pouco diferente. Uma coisa é o que está escrito expressamente. O que está na Lei e qual é o papel de cada um. Mas, na hora, na realidade, com conflitos que existem e que são naturais, é preciso ver como eles lidam e como eles podem se articular”.
No jogo, Miguel Tadeu Vicentim é secretário de Finanças. Fora dele, é professor de história da Rede Municipal de Ensino. Para ele, novas dinâmicas, como as aplicadas na atividade, são mais didáticas e ajudam a ampliar o espaço de debate, principalmente entre os jovens.
“A gente tem de tirar esse ranço que se criou. Os alunos têm esse protagonismo e quando você abre espaço para eles, esse papel é assumido”.
Humberto Dantas, presidente da Escola do Parlamento, diz que há um distanciamento generalizado da sociedade em relação à política. “A gente precisa discutir, debater e vencer isso. A política não pode ser vista como algo ruim pela sociedade. Pelo contrário. A política é a saída, a alternativa, o que nos permite avançar”.
As próximas aulas do curso “Democracia e Criatividade” acontecem dia 21, com o “Jogo da Política” e dia 23 com a atividade virtual “Cidade em Jogo’. As duas começam às 19h.