MARCOS CAMPOS
DA TV CÂMARA
O futuro do Parque dos Búfalos e a revitalização do Vale do Anhangabaú foram debatidos nesta quinta-feira na Frente Parlamentar pela Sustentabilidade da Câmara Municipal.
Localizado no Jardim Apurá, próximo à Represa Billings, o Parque dos Búfalos conta com uma área de mais de 800 mil metros quadrados. Nela, 19 nascentes abastecem duas grandes represas da cidade. Com a construção de 193 torres para moradia popular, o abastecimento e geração de energia para outros municípios poderão ser prejudicados.
“Hoje, a Billings é um reservatório estratégico para região metropolitana por conta das transferências dessa água para a Guarapiranga, para o Alto do Tietê e para a própria geração de energia e para toda ação que reduz a capacidade de diluir os esgotos, principalmente esses transferidos da Bacia do Pinheiros e do Tietê para Represa”, disse Eduardo Rocha, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia.
Mas para Wesley Rosa, do Movimento Parque dos Búfalos, essa utilização está prejudicando o abastecimento público. “Produzir energia para o Litoral Sul todo e diminuir a quantidade produzida de água num manancial da Billings é diminuir a produção de abastecimento público, prejudica mais ainda a qualidade das águas e também a produção de energia em Cubatão”, disse.
Presidente da Frente pela Sustentabilidade, o vereador Gilberto Natalini (PV) disse que os governos não estão considerando o problema da água, da crise hídrica. “Eles estão adensando a beira da represa no momento em que deveriam proteger, e não deixar ocupar o pouco que nós temos de beira de represa.”
ANHANGABAÚ
O novo projeto de revitalização do Vale do Anhangabaú foi apresentado na reunião da Frente e propõe a criação de 1.500 assentos, espalhados pelo Vale, quiosques e equipamentos de cultura e lazer.
“A gente está fazendo um projeto voltado para as pessoas terem mais qualidade e espaços para ficar, para sentar, brincar, ter uma atividade de lazer e de cultura”, esclareceu o Superintendente de Desenho e Paisagem da SP Urbanismo, Luis Eduardo Brettas.
A previsão é que sejam investidos pelo menos R$ 100 milhões no projeto e que seja entregue em dois anos. O projeto recebeu criticas da associação Viva o Centro.
“O problema grande do Vale é de gestão, manutenção, zeladoria, segurança, iluminação. São problemas facilmente resolvíveis, sem precisar fazer e quebrar tudo e gastarmos aí de R$ 100 à 200 milhões”, defendeu.